A deglutição é um processo tão fundamental para a nossa sobrevivência quanto respirar. Realizado centenas de vezes ao dia, este ato envolve uma coreografia complexa e precisa de músculos e nervos, desde a boca até o estômago. No entanto, para muitas pessoas, esse processo aparentemente simples torna-se uma fonte de dificuldade e risco. Essa condição é conhecida como disfagia.
Na INOVOX, em linha com o conhecimento da Associação Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV), buscamos esclarecer o que é a disfagia, suas principais causas e, crucialmente, como identificar seus sinais de alerta para garantir um diagnóstico e tratamento precoces.
O que é Deglutição? E, Afinal, o que é Disfagia?
Para compreender a disfagia, é preciso primeiro entender a deglutição. Como detalhado em nosso Guia Prático de Prevenção e Manejo das Alterações da Deglutição:
“Deglutição é o processo fisiológico complexo que permite o transporte de alimentos, líquidos, medicamentos, saliva ou outras secreções da cavidade oral até o estômago, por meio de uma sequência coordenada de contrações musculares voluntárias e involuntárias envolvendo a boca, faringe, laringe e esôfago.”
Este processo se desenrola em fases coordenadas:
- Fase Preparatória: Mastigação e formação do bolo alimentar.
- Fase Oral: Propulsão do bolo alimentar ou saliva para a garganta (orofaringe).
- Fase Faríngea: Passagem pela faringe com proteção das vias aéreas.
- Fase Esofágica: Movimento peristáltico até o estômago.
A disfagia surge quando há qualquer dificuldade ou distúrbio em qualquer uma dessas fases, comprometendo a segurança (proteção das vias aéreas) ou a eficiência (capacidade de se nutrir e hidratar adequadamente) da deglutição. É vital entender que a disfagia vai muito além de um simples engasgo ocasional. Ela pode ocorrer inclusive na ausência de alimentação oral, devido à aspiração de saliva e secreções, e pode levar a complicações sérias como aspiração, pneumonia aspirativa, desnutrição e desidratação.
Presbifagia vs. Disfagia: Uma Diferença Importante no Envelhecimento
É comum que se associe dificuldades para engolir ao envelhecimento, mas há uma diferença fundamental entre presbifagia e disfagia.
A presbifagia refere-se às mudanças fisiológicas naturais na deglutição que vêm com a idade, sem um comprometimento funcional significativo. Ela pode envolver uma leve lentificação, mas a segurança e eficiência da deglutição, bem como o estado nutricional, permanecem preservados.
Já a disfagia é uma condição patológica com comprometimento real e que exige avaliação e tratamento especializado. A presbifagia pode evoluir para disfagia, especialmente se houver outros fatores de risco. Portanto, tosse frequente, pneumonias de repetição ou perda de peso não devem ser atribuídos apenas à idade e exigem investigação.
Principais Causas e Fatores de Risco da Disfagia
A disfagia pode ter múltiplas causas, muitas vezes coexistindo, especialmente em idosos. As causas mais frequentes incluem:
- Doenças Neurológicas: Acidente Vascular Cerebral (AVC), Doença de Parkinson, Doença de Alzheimer e outras demências, esclerose lateral amiotrófica (ELA) e traumatismo cranioencefálico.
- Hospitalização: A intubação orotraqueal por mais de 48 horas e internações prolongadas aumentam significativamente o risco.
- Câncer de Cabeça e Pescoço: Tanto pelo próprio tumor quanto pelos efeitos do tratamento (cirurgia e radioterapia).
- Medicamentos: Antipsicóticos, benzodiazepínicos, antiparkinsonianos, antidepressivos e opioides podem agravar ou induzir a disfagia.
- Sarcopenia, Desnutrição e Envelhecimento: A perda de massa e força muscular afeta também os músculos da deglutição, língua e faringe, contribuindo para a condição.
- Recém-nascidos: Prematuridade, doenças neurológicas, congênitas e malformações anatômicas.
Sinais de Alerta: Quando Você Deve Suspeitar de Disfagia?
É crucial estar atento aos seguintes “sinais de alerta”, que indicam a necessidade de procurar ajuda profissional. Como nosso guia enfatiza:
“Tanto familiares quanto profissionais devem estar atentos aos seguintes ‘sinais de alerta’:
- Tosse ou engasgo durante ou após as refeições ou deglutição de líquidos
- Sensação de alimento parado na garganta ou no peito
- ‘Voz molhada’ ou alteração no timbre da voz após engolir
- Tempo muito prolongado para terminar uma refeição (mais de 30-40 minutos)
- Pneumonias de repetição ou febre sem causa aparente
- Perda de peso não planejada, desnutrição ou desidratação
- Dificuldade em iniciar a deglutição ou necessidade de múltiplas tentativas para engolir
- Recusa alimentar ou dificuldade para tomar medicamentos
- Regurgitação nasal de alimentos ou líquidos”
A Importância do Diagnóstico Precoce
A identificação precoce da disfagia é fundamental para prevenir complicações graves, como desnutrição, desidratação e infecções respiratórias, que podem levar a internações recorrentes e impactar severamente a qualidade de vida. Na presença de qualquer um desses sinais, procure imediatamente avaliação médica especializada.
Conclusão: Não Ignore os Sinais – Procure Ajuda!
A disfagia é uma condição que pode afetar significativamente a qualidade de vida, mas com diagnóstico e tratamento adequados, é possível gerenciar os sintomas e prevenir complicações. A conscientização sobre os sinais e causas da disfagia é o primeiro passo para um cuidado eficaz. Não hesite em procurar a INOVOX para uma avaliação especializada.
Referências:
- Conteúdo baseado no Guia Prático de Prevenção e Manejo das Alterações da Deglutição, elaborado pela INOVOX em parceria com a Associação Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV).
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