A rouquidão não é “apenas” um resfriado
É comum ouvirmos alguém dizer que está com a voz “cansada” ou que uma rouquidão persistente é apenas reflexo de um resfriado que não passou totalmente. No entanto, o que muitos ignoram é que a alteração na qualidade vocal pode ser o primeiro e mais importante sinal de alerta para condições graves. Infelizmente, a cultura de negligenciar pequenos sintomas na garganta faz com que muitos pacientes busquem ajuda médica apenas em estágios avançados.
No contexto do Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, a conscientização sobre a saúde laringológica ganha destaque. Em entrevista recente ao Portal Terra, a Dra. Luciana Miwa Watanabe, otorrinolaringologista da equipe INOVOX e atual presidente da Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV), trouxe esclarecimentos fundamentais sobre como diferenciar um incômodo passageiro de sinais que indicam a necessidade urgente de uma avaliação especializada.
Câncer de laringe: sintomas de alerta
O câncer de laringe é um dos tumores mais comuns que atingem a região da cabeça e pescoço. A boa notícia é que, quando detectado precocemente, as chances de cura são extremamente altas, muitas vezes preservando a função vocal do paciente. Para isso, é preciso estar atento aos seguintes sinais:
- Rouquidão persistente: Se a sua voz mudou e não voltou ao normal em um período de 15 dias, a investigação é obrigatória.
- Pigarro constante: A sensação de algo preso na garganta que força a tosse ou o “limpar da voz” frequentemente.
- Dor ao falar ou engolir: Desconforto localizado que não melhora com analgésicos comuns ou repouso vocal.
- Dificuldade para engolir (disfagia): Sensação de que o alimento encontra obstáculos no trajeto para o esôfago.
- Engasgos frequentes: Episódios recorrentes de tosse ou sufocamento durante a alimentação ou ingestão de líquidos.
- Falta de ar (dispneia): Em casos onde o tumor obstrui parcialmente a passagem de ar na laringe.
- Caroços no pescoço: O surgimento de linfonodos aumentados (ínguas) na região cervical que não regridem.
Fatores de risco: o perigo além do cigarro tradicional
A prevenção passa diretamente pelo entendimento dos fatores que agridem a mucosa da laringe. O tabagismo continua sendo o principal vilão: estima-se que o uso do cigarro convencional aumente em até 10 vezes o risco de desenvolver a doença. Quando o consumo de tabaco é associado ao álcool, esse risco é potencializado de forma exponencial, criando um ambiente altamente carcinogênico para as células da garganta.
Atualmente, uma nova e preocupante ameaça tem surgido nos consultórios: o cigarro eletrônico (vape) Embora muitas vezes comercializado como uma alternativa “menos prejudicial”, o vapor aquecido e as substâncias químicas presentes nesses dispositivos causam inflamação crônica e danos celulares severos. A Dra. Luciana Miwa Watanabe alerta que o uso de dispositivos eletrônicos de fumar não deve ser subestimado, sendo um fator de risco emergente para patologias laringológicas graves.
Diagnóstico precoce e a Videolaringoscopia
A tecnologia médica atual permite que o diagnóstico seja feito de forma rápida e indolor no próprio consultório. O exame padrão-ouro para essa finalidade é a videolaringoscopia. Através de uma ótica acoplada a uma câmera de alta definição, o otorrinolaringologista consegue visualizar detalhadamente as cordas vocais e toda a estrutura da laringe.
“A videolaringoscopia é fundamental porque nos permite identificar lesões precursoras ou tumores em estágios iniciais, muitas vezes milimétricos. Quanto mais cedo visualizamos a alteração, mais conservador e eficaz é o tratamento”, afirma a Dra. Luciana Miwa Watanabe.
A recomendação é clara: não espere a dor se tornar insuportável ou a voz sumir completamente. O diagnóstico precoce é o divisor de águas entre um tratamento simples e intervenções mais agressivas que podem impactar permanentemente a qualidade de vida.
Conclusão
Cuidar da voz é cuidar da sua identidade e da sua capacidade de conexão com o mundo. Se você apresenta algum dos sintomas mencionados ou faz parte dos grupos de risco, a avaliação profissional é o passo mais seguro a ser tomado.
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